A Reencarnação


Reencarnar é voltar a viver num novo corpo físico. É uma nova oportunidade de aprendizado, como prova do amor de Deus para seus filhos. Só através da reencarnação se prova a justiça e a bondade de Deus, pois é a única explicação racional para as desigualdades sociais existentes no mundo. Como explicar o fato de crianças que morrem em tenra idade, enquanto outras criaturas vivem quase 100 anos? Como explicar os que nascem com saúde perfeita, enquanto outros nascem com deficiências físicas grosseiras? Somente a reencarnação nos dá a chave desse "mistério". Com as múltiplas experiências na carne, temos a chance de adquirir e aprimorar conhecimentos que ainda nos faltam nos campos do intelecto e da moral, além de reatar as amizades com nossos inimigos e reparar erros do passado. Quando estivermos evoluídos moral e intelectualmente, não mais necessitaremos reencarnar.

Não se pode precisar o número de reencarnações que uma pessoa já teve, pois isso depende do estado evolutivo em que se encontra o Espírito. Uns evoluem mais rápido por seu maior esforço, portanto necessitam de passar menor número de vezes na carne, outros são mais lentos permanecendo mais tempo no mundo de sofrimentos. Tudo dependerá de nós. Quanto mais rápido progredirmos moral e intelectualmente, menos encarnações nós teremos que sofrer. Quando nosso Espírito tiver alcançado todos os graus de evolução moral e intelectual, seremos Espíritos puros. Um exemplo de Espírito puro é o Mestre Jesus.

Os Espíritos não reencarnam sempre no mesmo sexo, pois necessitam vivenciar as experiências específicas aos dois sexos, como aprendizado para seu aprimoramento moral e intelectual. A escolha de cada sexo depende da prova ou expiação pela qual se deve passar. Não é verdadeira a idéia de que a cada encarnação o Espírito mude de sexo. Às vezes, ele vive diversas vidas com um mesmo sexo, para só depois situar-se em outro campo da sexualidade, de acordo com suas necessidades de aprendizado.

A homossexualidade ocorre quando o Espírito reencarnante não aceita o novo corpo em sexo oposto ao que estava acostumado. A Espiritualidade decide por esta reencarnação compulsória no sexo oposto quando este Espírito abusou de suas prerrogativas como homem ou como mulher, explorando, humilhando, enfim, não respeitando os companheiros de jornada de sexo oposto ao seu. Cabe ao reencarnante aceitar os desígnios divinos para o seu próprio crescimento moral. Caso ele não o aceite e se torne ativo sexualmente com parceiros de mesmo sexo, ele deverá repetir a prova em várias outras reencarnações, até que haja uma perfeita sintonia de corpo e espírito encarnado.

Quanto a nós, que já somos heterossexuais sem nenhum problema de adaptação, não nos cabe julgar ou criticar os outros só por suas preferências sexuais diferentes das nossas, pois há homossexuais íntegros, honestos e respeitadores do seu semelhante, portanto, equilibrados. Enquanto também há heterossexuais completamente desequilibrados e criminosos perante as leis dos homens e as leis de Deus. Cada um de nós tem os seus problemas, vícios, deficiências morais e, às vezes, coisas muito piores do que a homossexualidade, para resolver, e devemos lembrar sempre que “cada um será julgado de acordo com a suas obras”, não de acordo com sua opção sexual.

O esquecimento temporário das vidas passadas é uma necessidade. Não devemos nos lembrar das vidas passadas enquanto estamos encarnados, e nisso está a sabedoria de Deus. Se lembrássemos do mal que fizemos ou dos sofrimentos que passamos, dos inimigos que nos prejudicaram ou daqueles a quem prejudicamos, não teríamos condições de viver entre eles atualmente. Pois, muitas vezes, os inimigos do passado hoje são nossos filhos, irmãos, pais e amigos, que, presentemente, se encontram junto de nós para a reconciliação. Por isso a reencarnação é uma bênção de Deus para seus filhos. As lembranças de erros passados certamente trariam desequilíbrios de toda ordem, uma vez que estamos muito mais perto do ponto de partida do que do ponto de chegada, em termos de caminhada evolutiva. Depois de desencarnado, normalmente nos lembramos de parte desse passado, conforme o grau evolutivo em que nos situamos.

Antes de novamente entrar em contacto com a matéria e começar nova carreira, o Espírito tem, de escolher o meio onde vai renascer, mas essa escolha é limitada, circunscrita, determinada por causas múltiplas. Os antecedentes do ser, suas dívidas morais, suas afeições, seus méritos e deméritos, o papel que está apto para desempenhar, todos esses elementos intervêm na orientação da vida em preparo; daí a preferência por uma raça, tal nação, tal família. As almas terrestres que havemos amado atraem-nos; os laços do passado reatam-se em filiações, alianças, amizades novas. Os próprios lugares exercem sobre nós a sua misteriosa sedução e é raro que o destino não nos reconduza muitas vezes às regiões onde já vivemos, amamos, sofremos. Os ódios são forças também que nos aproximam dos nossos inimigos de outrora para apagarmos, com melhores relações, inimizades antigas. Assim, tornamos a encontrar em nosso caminho a maior parte daqueles que constituíram nossa alegria ou fizeram nossos tormentos. Sucede o mesmo com a adoção de uma classe social, com as condições de ambiente e educação, com os privilégios da fortuna ou da saúde, com as misérias da pobreza. Todas essas causas tão variadas e tão complexas, vão combinar-se para assegurar ao novo encarnado as satisfações, as vantagens ou as provações que convêm ao seu grau de evolução, aos seus méritos ou às suas faltas e às dívidas contraídas por ele.

Todavia, o interessado tem sempre a liberdade de aceitar ou procrastinar a hora das reparações inelutáveis. No momento de se ligar a um gérmen humano, quando a alma possui ainda toda a sua lucidez, o seu Guia desenrola diante dela o panorama da existência que a espera; mostra-lhe os obstáculos e os males de que será eriçada, faz-lhe compreender a utilidade desses obstáculos e desses males para desenvolver-lhe as virtudes ou libertá-la dos seus vícios. Se a prova lhe parecer demasiado rude, se não se sentir suficientemente armado para afrontá-la, é lícito ao Espírito diferir-lhe a data e procurar uma vida transitória que lhe aumente as forças morais e a vontade.

"Nascer, morrer, renascer de novo, progredir sempre. Essa é a Lei.". Essa frase de AlIan Kardec é a que melhor define a necessidade de reencarnarmos como a oportunidade que Deus nos deu para, cada vez mais, nos aproximarmos da perfeição e da eterna felicidade.

"Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens" -
(I Coríntios, 15.19).

Fontes:
espírito.org
oespiritismo.com.br
Sonia Lo Preti - Casa de Catarina

Publicação: 30/03/2012